Brasil em 10

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BRASIL - Houve fortes chuvas nos últimos dias?

NÃO

Nos últimos 10 dias, a precipitação acumulada ficou acima da média em todo o Sul e em boa parte do Centro-Oeste. No entanto, como este é um período climatologicamente seco, especialmente no Brasil Central, os acumulados permaneceram baixos nessas áreas, variando entre 0 e 20 mm apesar das anomalias positivas. No Sul, por outro lado, as chuvas foram significativamente mais volumosas, superando 100 mm em algumas regiões. Esse contraste, com maior concentração das chuvas no Sul, é compatível com o padrão climático associado ao El Niño e deverá continuar sendo monitorado nas próximas semanas. No Sul, os elevados volumes favorecem a disponibilidade hídrica para o trigo, mas, se persistirem, podem aumentar a pressão de doenças e dificultar as operações de campo. Já no Brasil Central, os baixos acumulados favorecem a colheita do milho safrinha e da cana-de-açúcar.

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BRASIL - Agosto tem início com temperaturas acima da média?

SIM

Na comparação entre os últimos sete dias de julho e os primeiros seis dias de agosto , observa-se a manutenção de temperaturas acima da média em boa parte do país, embora com menor intensidade. No Sul, esse cenário reduz o risco de geadas para as lavouras de trigo, mas temperaturas mais elevadas, associadas à alta umidade e às chuvas frequentes, podem favorecer a pressão de doenças.

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RIO GRANDE DO SUL - El Niño já mostra sinais de impactos no estado?

SIM

O El Niño está ativo desde meados de junho, segundo o centro de meteorologia da Austrália, e desde o fim daquele mês já observamos a instalação de um padrão mais chuvoso no Rio Grande do Sul, que ganhou força em julho. No último mês, a precipitação média no estado atingiu 252 mm, cerca de 86% acima da normalidade ①. Por enquanto, esse cenário favorece a manutenção de níveis elevados de umidade do solo, embora o excesso de chuva e a maior cobertura de nuvens possam reduzir a radiação solar e aumentar a pressão de doenças sobre as lavouras. No entanto, nos anos de El Niño de 2015 e 2023, os maiores impactos sobre o trigo estiveram associados às chuvas excessivas entre setembro e novembro, durante estádios mais sensíveis da cultura. Portanto, ainda há tempo para uma normalização do regime de chuvas, e o cenário atual, isoladamente, não indica perdas significativas de potencial produtivo.

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RIO GRANDE DO SUL - Lavouras de trigo apresentam boas condições no estado?

SIM

Na média estadual, o NDVI ① apresenta valores elevados e boa evolução até o momento. No entanto, um cenário igualmente favorável foi observado nesta fase do ciclo em 2023, quando o padrão excessivamente chuvoso  associado ao El Niño, principalmente a partir de meados de setembro, comprometeu o potencial produtivo e resultou em quebra de safra. Assim, apesar das boas condições atuais, o regime de chuvas durante os próximos meses continuará sendo o principal fator de risco a ser monitorado.

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PARANA - Volume de chuvas está alto no estado?

SIM

Desde o início de maio, a precipitação acumulada permanece acima da média e deve continuar elevada no curto prazo, garantindo boa disponibilidade hídrica para o desenvolvimento do trigo. O padrão apresenta similaridade com 2016, ano marcado por alta produtividade, reforçando nosso viés positivo para o potencial produtivo nesta temporada. No entanto, o volume e a distribuição das chuvas durante os estádios finais do ciclo continuarão sendo um importante fator de risco a ser monitorado.

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ZONA SUL - Volume de chuvas está historicamente alto no Sul do Brasil?

SIM

Desde o início de julho, a precipitação acumulada no Sul do país permanece bem acima da média , e a previsão indica continuidade das chuvas no curto prazo. Até o momento, os acumulados superam os observados no mesmo período de 2023, ano em que o excesso de precipitação comprometeu o potencial produtivo do trigo, especialmente no Rio Grande do Sul. No entanto, os maiores impactos naquele ciclo ocorreram mais adiante, durante estádios mais sensíveis da cultura. Assim, ainda há tempo para uma normalização do regime de chuvas, mas a persistência desse padrão úmido deverá ser monitorada nas próximas semanas.

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ZONA CANAVIEIRA - Há previsão para continuidade das chuvas no sul da zona da cana-de-açúcar?

SIM, MAS...

Em Mato Grosso do Sul, Paraná e na faixa sul de São Paulo ①, o modelo europeu (ECMWF) prevê chuvas nos próximos dias. No entanto, o maior risco de interrupção da colheita está concentrado nesta sexta-feira (7/8), quando o volume diário médio na região destacada no mapa deve superar 10 mm. Nos demais dias, os menores acumulados tendem a permitir a continuidade das operações de campo.

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BRASIL - Há previsão de chuvas para os próximos dias?

NO SUL

Tanto o ECMWF ① quanto o GFS ② indicam volumes expressivos de chuva para o Sul do país.

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BRASIL - Temperaturas devem continuar acima da média em todo o país?

NÃO

Tanto o ECMWF ① quanto o GFS ② projetam a continuidade de temperaturas acima da média em boa parte do país para os próximos 10 dias. No entanto, Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem registrar uma queda significativa das temperaturas, com possibilidade de geadas em algumas áreas. O frio deverá ser monitorado, especialmente nas regiões produtoras de trigo, embora o risco de danos dependa da intensidade da geada e do estádio de desenvolvimento das lavouras.

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BRASIL - Umidade do solo deve permanecer alta no curto prazo?

SIM

Na comparação entre os últimos 10 dias e os próximos 10 dias ②, a umidade do solo tende a continuar acima da média na maior parte das regiões produtoras de trigo, mantendo condições hídricas favoráveis para as lavouras, porém, a alta umidade aumenta o risco de doenças nas áreas de trigo. 

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