Brasil em 10

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BRASIL - As chuvas favoreceram as áreas de início da safra de verão?

SIM

Nos últimos 10 dias, os maiores volumes de precipitação se concentraram no Sul e Sudeste ①, com acumulados superiores a 100 mm em algumas áreas. Em relação à média ②, as chuvas ficaram significativamente acima do normal em grande parte do Centro-Sul, incluindo Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Esse padrão favoreceu a recuperação da umidade do solo e criou condições mais favoráveis para o avanço inicial da semeadura da soja e do milho 2026/27. Em Mato Grosso, por outro lado, os volumes foram menores e mais irregulares.

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BRASIL - Temperaturas mais amenas ajudaram a preservar a umidade do solo?

SIM

No mesmo período, as temperaturas ficaram abaixo da média em grande parte do Centro-Sul ②, após episódios de frio intenso que levaram as mínimas a valores muito baixos em algumas áreas ①. A combinação entre temperaturas mais amenas e chuvas abundantes reduziu a demanda evaporativa e favoreceu a recuperação da umidade do solo. Para as culturas de inverno no Sul, entretanto, as baixas temperaturas e o excesso de umidade mantiveram riscos para as lavouras, especialmente aquelas em estágios mais avançados.

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BRASIL - As condições melhoraram para a implantação da safra de verão?

SIM, exceto Mato Grosso

Como resultado das chuvas recentes e das temperaturas mais amenas, a umidade do solo aumentou significativamente no Centro-Sul ②, com níveis acima da média principalmente em São Paulo, Paraná e áreas de Mato Grosso do Sul. A comparação com os últimos 30 dias ① evidencia essa recuperação e indica condições mais favoráveis para o estabelecimento das lavouras de verão. Em Mato Grosso, porém, a umidade permanece abaixo da média em importantes áreas, mostrando que as chuvas recentes ainda não foram suficientes para eliminar o déficit hídrico acumulado e mantendo atenção sobre o avanço da semeadura da soja 2026/27. 

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MATO GROSSO - As chuvas serão suficientes para recuperar a umidade do solo em Mato Grosso?

NÃO

Apesar do retorno das chuvas em Mato Grosso ①, os volumes acumulados em setembro permanecem abaixo da média e, segundo o ECMWF, essa diferença deve aumentar até o final do mês. Como consequência, a umidade do solo ② segue em níveis muito baixos e deve apresentar apenas uma recuperação limitada nas próximas semanas, permanecendo bem abaixo da média e dos últimos anos. O cenário mantém a atenção para a soja 2026/27, já que a irregularidade das chuvas e a baixa disponibilidade hídrica podem limitar o avanço da semeadura e o estabelecimento inicial das lavouras. 

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PARANÁ - O excesso de chuva aumenta os riscos para o trigo no Paraná?

SIM

As chuvas têm sido muito intensas no Paraná em setembro ①, com acumulados já próximos de 140 mm e significativamente acima da média. O ECMWF indica a continuidade desse padrão, com o acumulado podendo superar 200 mm nas próximas semanas. Como resultado, a umidade do solo ② permanece muito elevada e deve continuar bem acima da média, cenário favorável para a implantação das lavouras de verão, mas preocupante para o trigo. A persistência do excesso de umidade pode aumentar a pressão de doenças, dificultar as operações de campo e, nas lavouras mais avançadas, elevar o risco de perdas de qualidade dos grãos.

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RIO GRANDE DO SUL - O excesso de chuva pode comprometer o final do ciclo do trigo no Rio Grande do Sul?

SIM

No Rio Grande do Sul, o NDVI ① permaneceu acima da média durante grande parte do ciclo e ainda indica boas condições de vegetação. No entanto, o índice começou a apresentar uma queda mais acentuada nas últimas semanas, enquanto a precipitação acumulada ② já se encontra significativamente acima da média. Embora parte dessa redução seja compatível com o avanço do ciclo e a maturação das lavouras de trigo, a persistência de condições excessivamente úmidas aumenta a atenção para possíveis impactos sobre o desenvolvimento final da cultura, pressão de doenças e qualidade dos grãos. A evolução das próximas semanas será importante para determinar se o NDVI seguirá uma trajetória normal de final de ciclo ou apresentará uma deterioração mais significativa.

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ZONA CANAVIEIRA - As chuvas devem limitar significativamente o ritmo de moagem?

NÃO

Nos últimos 10 dias, foram registrados volumes de precipitação em partes da zona canavieira do Centro-Sul, com potencial para causar interrupções pontuais nas operações de campo. Para os próximos dias ①, porém, a previsão indica volumes relativamente baixos na maior parte do período, com apenas um episódio mais significativo, próximo de 12 mm. Caso confirmado, esse evento pode interromper temporariamente a colheita e reduzir o ritmo de moagem, enquanto os demais dias apresentam condições predominantemente favoráveis às operações.

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BRASIL - As chuvas serão suficientes para sustentar o avanço da safra de verão?

INCERTO

Para os próximos dias, os modelos apresentam forte divergência quanto à precipitação no Centro-Oeste. O ECMWF ① indica chuvas próximas ou acima da média em partes de Mato Grosso do Sul e áreas próximas, enquanto o GFS ② projeta condições significativamente mais secas que o normal em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Essa incerteza é especialmente relevante para a safra de verão 2026/27, já que a confirmação de um cenário mais seco poderia limitar a recuperação da umidade do solo e desacelerar o avanço da semeadura, principalmente nas áreas que ainda apresentam déficit hídrico. No Sul, por outro lado, ambos os modelos indicam precipitação acima da média em diversas áreas.

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BRASIL - Calor e tempo seco podem voltar a pressionar a safra de verão?

SIM

Para os próximos dias, os modelos também apresentam forte divergência quanto às temperaturas. O ECMWF ① indica condições próximas da média ou apenas ligeiramente acima em grande parte do Centro-Oeste e Sudeste, enquanto o GFS ② projeta um cenário significativamente mais quente, com anomalias positivas expressivas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Caso o cenário do GFS se confirme, a maior demanda evaporativa, combinada às condições mais secas também previstas pelo modelo, pode limitar a recuperação da umidade do solo e aumentar a atenção para o estabelecimento inicial das lavouras de soja e milho 2026/27.

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BRASIL - O déficit de umidade deve persistir em Mato Grosso?

SIM

Atualmente ①, a umidade do solo permanece abaixo da média em grande parte de Mato Grosso e áreas de Goiás, enquanto níveis elevados predominam no Centro-Sul, especialmente em São Paulo e Paraná. Para 24 de setembro ②, o ECMWF indica poucas mudanças nesse padrão: Mato Grosso deve continuar com déficit de umidade, enquanto boa parte do Centro-Sul permanece acima da média. A persistência do déficit em Mato Grosso mantém a atenção sobre o avanço da semeadura e o estabelecimento inicial da soja 2026/27, enquanto as condições mais úmidas no Centro-Sul seguem favoráveis à implantação das lavouras de verão.

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