Brasil em 10

01

BRASIL - Distribuição irregular das chuvas está comprometendo o início da safra de verão no Brasil?

SIM

Nos últimos 10 dias, os maiores acumulados de precipitação se concentraram no Paraná, com volumes superiores a 70 mm ① em algumas áreas e chuvas acima da média histórica. Embora a maior disponibilidade hídrica seja importante para as lavouras de verão, o excesso de precipitação já representa um risco para o estabelecimento inicial das culturas, podendo comprometer a germinação, o desenvolvimento das plantas e as operações de campo. Em contrapartida, Mato Grosso e Goiás registraram chuvas abaixo da média ② em grande parte de seus territórios, mantendo a atenção sobre a recuperação da umidade do solo e o avanço do plantio da soja 2026/27.

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BRASIL - A umidade do solo está influenciando o avanço da safra de verão e a colheita do trigo no Brasil?

SIM

Apesar da umidade do solo abaixo da média em grande parte de Mato Grosso, o plantio da soja atingiu 52% da área prevista, superando a média dos últimos cinco anos (43%), de acordo com o IMEA. No Paraná, o excesso de chuvas já preocupa pelo impacto no estabelecimento das lavouras de verão, enquanto, no Rio Grande do Sul, a redução da umidade pode favorecer o avanço da colheita do trigo, após semanas de precipitação elevada. No MATOPIBA, a persistência do déficit hídrico em diversas áreas mantém a atenção sobre as condições para o início do plantio da soja.

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MATO GROSSO - A baixa umidade do solo em Mato Grosso já é motivo de preocupação para a soja?

NÃO

Em Mato Grosso, a umidade do solo ① permanece abaixo da média histórica e deve apresentar uma redução adicional antes de iniciar sua recuperação. Vale lembrar que o déficit hídrico observado na safra 2023/24 contribuiu para uma quebra significativa de produtividade no estado. No entanto, os níveis atuais de umidade são semelhantes aos registrados na temporada passada, quando a produtividade ficou ligeiramente acima da tendência, resultando em uma produção satisfatória. Portanto, embora a persistência da seca e o histórico do último El Niño justifiquem atenção, a similaridade com a safra anterior reduz as preocupações neste momento, especialmente porque o NDVI ② indica um desenvolvimento vegetativo mais precoce, sem sinais evidentes de deterioração até agora.

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PARANÁ - Há motivos para preocupação com a safra de verão?

SIM

No Paraná, a precipitação acumulada ① desde setembro já se aproxima de 470 mm, quase o dobro da média histórica de 251 mm, colocando 2026 entre os anos mais chuvosos para o período. O excesso de precipitação, especialmente nas últimas semanas, tem dificultado as operações de campo e aumentado os riscos para as lavouras de verão, com possíveis problemas de germinação, encharcamento do solo e comprometimento do desenvolvimento inicial da soja e do milho. A persistência dessas condições pode ampliar os impactos sobre o potencial produtivo das culturas. 

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RIO GRANDE DO SUL - Padrão climático na segunda quinzena de outubro é prejudicial para as lavouras de trigo?

NÃO

Nos últimos dias, os baixos volumes de precipitação no Rio Grande do Sul favoreceram a secagem do solo e o avanço da colheita do trigo. No entanto, os modelos indicam o retorno das chuvas nos próximos 3 a 5 dias, o que pode novamente limitar as operações de campo e comprometer a qualidade dos grãos. As precipitações devem perder intensidade nos últimos cinco dias de outubro.

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ZONA CANAVIEIRA - Volume de chuvas tem limitado a colheita de cana-de-açúcar?

SIM

Nas áreas canavieiras selecionadas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, as chuvas ① de outubro de 2026 têm sido mais frequentes do que em 2025. No ano passado, a precipitação ficou concentrada em poucos episódios intensos, enquanto neste ano os volumes estão mais distribuídos ao longo do mês. Essa maior frequência pode dificultar a secagem do solo e reduzir as janelas disponíveis para a colheita da cana-de-açúcar, mesmo com volumes diários geralmente menores. A previsão do ECMWF indica novos episódios de chuva até o final de outubro, mantendo o risco de restrições pontuais às operações de campo e ao ritmo de moagem nessas regiões.

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MATOPIBA - Seca na região já é motivo para preocupação?

NÃO

No MATOPIBA, a umidade do solo ① está abaixo da média em quase toda a região, com exceção do centro e do oeste do Tocantins. O déficit, porém, é semelhante ao observado nos últimos anos nesta mesma época, o que reduz a preocupação imediata: em 2025, mesmo com um cenário parecido, a safra foi majoritariamente positiva na região. O ponto de atenção está nos próximos meses. Se as chuvas continuarem irregulares ou abaixo do normal, a produtividade pode ficar aquém do esperado.

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BRASIL - As chuvas previstas vão favorecer o avanço das lavouras de verão no Brasil?

EM PARTE

Nos próximos 10 dias, o ECMWF ① e GFS ② voltam a indicar chuvas abaixo da média em grande parte de Mato Grosso, com déficit mais intenso no GFS, o que mantém a restrição hídrica para o estabelecimento da soja 2026/27. No MATOPIBA, onde a umidade do solo já está abaixo da média, os modelos divergem: o ECMWF sinaliza chuvas próximas ou acima da média no Tocantins e no oeste da Bahia, enquanto o GFS projeta um cenário mais seco, que pode limitar o plantio. Em São Paulo e no Paraná, ambos indicam chuvas acima da média, favoráveis às lavouras de verão. No Rio Grande do Sul, o tempo mais seco segue favorecendo a colheita do trigo. 

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BRASIL - O calor deve acelerar a perda de umidade do solo no Centro-Norte do país?

SIM

Nos próximos 10 dias, ECMWF ① e GFS ② indicam temperaturas acima da média em Mato Grosso, Goiás, e MATOPIBA, com anomalias mais intensas no GFS, que superam 3°C em áreas de Mato Grosso e do Tocantins. O calor eleva a demanda evaporativa e acelera a perda de umidade do solo, efeito agravado pelas chuvas abaixo da média previstas para Mato Grosso. Nesse cenário, a soja recém-emergida fica mais exposta ao estresse hídrico, e parte dos produtores pode adiar a semeadura até a regularização das chuvas, especialmente no MATOPIBA. Em contrapartida, as temperaturas abaixo da média em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul reduzem a perda de água, ajudando a preservar a umidade nas lavouras já implantadas.

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BRASIL - A umidade do solo será suficiente para o avanço da safra de verão em todo o país?

NÃO

A comparação entre a umidade do solo observada em 21/10 ① e a projetada para 28/10 ② indica tendência de queda em boa parte do Centro-Norte do país. Nesse cenário, os produtores podem manter um ritmo mais lento de plantio das lavouras de verão ou, nas regiões onde a semeadura ainda não começou, adiar o seu início. No Sul, a umidade elevada favorece o desenvolvimento inicial das lavouras de verão, mas, nas áreas com excesso, pode trazer prejuízos tanto à colheita do trigo quanto ao plantio, à germinação e ao estabelecimento da soja e do milho. Em São Paulo, o aumento projetado da umidade reflete a previsão de chuvas, que podem interromper a colheita da cana-de-açúcar no curto prazo.

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