Brasil em 10

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BRASIL - Precipitação continuou alta nos últimos dias?

SIM

Nos últimos 10 dias, os maiores volumes de precipitação ① se concentraram em partes do Sul e Sudeste. No entanto, as chuvas ficaram acima da média ② em boa parte do país, cenário positivo para o início da safra de verão, por favorecer a recuperação da umidade do solo e criar melhores condições para o estabelecimento das lavouras, embora a semeadura ainda esteja em estágio inicial.

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BRASIL - As baixas temperaturas trazem riscos para as lavouras no Sul?

SIM

Nos últimos 10 dias, as temperaturas ficaram próximas ou abaixo da média em boa parte do Centro-Sul ①, reduzindo a demanda evaporativa e ajudando a preservar a umidade do solo em um momento de início da semeadura da soja e do milho de verão. Para as culturas de inverno, porém, o frio voltou a exigir atenção: no Sul, as temperaturas mínimas atingiram valores muito baixos ②, especialmente em áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Caso tenham ocorrido geadas nas regiões produtoras, as lavouras de trigo em estágios reprodutivos mais avançados podem ter sido afetadas, sendo necessário monitorar os próximos dias para avaliar eventuais danos.

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RIO GRANDE DO SUL - O frio ainda representa risco para o trigo no Rio Grande do Sul?

SIM, MAS...

As temperaturas mínimas apresentaram forte oscilação no nordeste do Rio Grande do Sul ① durante setembro, com diversos episódios abaixo da média e valores próximos de 0°C no início do mês. Mais recentemente, a média da temperatura mínima voltou a cair, atingindo cerca de 4°C. Para o trigo, a recorrência de baixas temperaturas mantém a atenção sobre as lavouras em estágios reprodutivos mais sensíveis, embora o episódio recente seja significativamente menos intenso que o registrado no início de setembro. Para os próximos dias, o ECMWF indica elevação das temperaturas, reduzindo o risco associado ao frio no curto prazo.

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SUL - O excesso de chuva aumenta os riscos para o trigo no Sul?

SIM

Nos últimos 10 dias, volumes elevados de precipitação foram registrados no Sul do Brasil, com destaque para áreas do Rio Grande do Sul e Paraná. No acumulado desde agosto ①, 2026 já apresenta volumes significativamente acima da média e superiores à maioria dos últimos anos. Além disso, as previsões indicam novos episódios de chuva até o início de outubro, ampliando ainda mais esse excesso. Para o trigo, a persistência de condições muito úmidas aumenta a pressão de doenças e pode dificultar as operações de campo e comprometer a qualidade dos grãos à medida que as lavouras avançam para maturação e colheita.

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MATO GROSSO - As chuvas de outubro devem melhorar as condições para a soja em Mato Grosso?

SIM

Apesar das chuvas acima da média registradas em setembro ②, a umidade do solo em Mato Grosso permanece em níveis baixos ①, indicando que as precipitações recentes ainda não foram suficientes para promover uma recuperação significativa do perfil do solo. Condições secas acumuladas antes de setembro podem ajudar a explicar essa resposta mais lenta, já que parte das primeiras chuvas é utilizada para recompor o déficit hídrico e, em determinadas condições de solo, a infiltração inicial também pode ser limitada. Para o início de outubro, o ECMWF indica aumento das chuvas e uma recuperação mais expressiva da umidade do solo, cenário favorável para o avanço da semeadura e o estabelecimento inicial da soja 2026/27.

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CENTRO-OESTE - As condições hídricas favorecem o início da safra de verão?

SIM

As chuvas acima da média registradas nas últimas semanas favoreceram uma recuperação significativa da umidade do solo ① em Goiás e áreas próximas, com os níveis atuais já acima da média e dos últimos anos. Para o início de outubro, o ECMWF indica uma nova intensificação das chuvas ②, que pode elevar ainda mais a disponibilidade hídrica. O cenário é favorável para o avanço da semeadura e, principalmente, para a germinação e o estabelecimento inicial das lavouras de soja e milho de verão 2026/27. 

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ZONA CANAVIEIRA - As chuvas podem continuar limitando a colheita de cana?

SIM

As chuvas têm provocado interrupções frequentes nas operações de colheita da cana-de-açúcar. Desde o início de setembro, vários episódios superaram 8 mm em um único dia ①, incluindo eventos acima de 20 mm, com potencial para interromper a colheita não apenas no dia da chuva, mas também no dia seguinte devido às condições de campo. Para o início de outubro, novos episódios acima desse limite são previstos, indicando possibilidade de novas interrupções pontuais e redução do ritmo de moagem.

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BRASIL - Modelos concordam quanto a previsão de chuvas?

NÃO

Para o período entre 24 de setembro e 2 de outubro, os modelos apresentam diferenças importantes. O ECMWF ① indica precipitação abaixo da média em grande parte do Centro-Oeste, enquanto o GFS ② apresenta um cenário mais úmido, especialmente em Goiás e partes de Mato Grosso e Minas Gerais. Essa divergência aumenta a incerteza para o avanço da semeadura de soja e milho verão, enquanto no Sul novos episódios de chuva ainda exigem atenção para o trigo. 

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BRASIL - O calor pode limitar a recuperação da umidade do solo?

SIM

As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte das principais regiões produtoras, com o GFS ② indicando anomalias mais intensas no Centro-Oeste do que o ECMWF ①. Caso o cenário mais quente ocorra juntamente com menores volumes de chuva, a maior demanda evaporativa pode dificultar a recuperação da umidade do solo e limitar condições favoráveis para a implantação inicial da soja, principalmente em Mato Grosso.

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BRASIL - Umidade do solo deve aumentar no curto prazo em todo o país?

NÃO

A umidade do solo ① ainda apresenta déficits importantes em partes de Mato Grosso, apesar das chuvas observadas nas últimas semanas. Para o final de setembro ②, a recuperação aparece mais evidente em Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, enquanto áreas de Mato Grosso continuam abaixo da média. Assim, a combinação entre incerteza quanto ao retorno regular das chuvas e temperaturas elevadas mantém Mato Grosso como principal ponto de atenção para o avanço da soja e do milho verão, enquanto no Sul a maior disponibilidade hídrica favorece a safra de verão, mas o excesso de umidade continua sendo um risco para o trigo. 

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